Análise: Medici e o Renascimento

Medici: Godfathers of the Renaissance, Nascimento de uma Dinastia, 2004.



A família Médicis era desprezada pelas famílias aristocratas como novos-ricos de origem popular. A família tinha aspirações à nobreza e ao prestígio social, e vai ter como exponente máximo Catarina e Maria de Médicis, rainhas de França no séc. XVI.

A aplicação da riqueza da família Médici não passou por termos de salvação no além, mas sim na recompensa em termos dos próprios cidadãos. Então Cosme de Médicis é um dos primeiros a perceber que este método transforma o dinheiro em poder estético verdadeiramente eficaz. Deste modo contribui para uma arte comum de alguma forma pedagógica e que também mostra o poder dos Médicis ocultamente. Vai ser um grande mecenas de Donatello, Fillipo Lippi e de Brunelleschi aquando da construção da cúpula. Quando Cosme de Médicis falece, os próprios florentinos sabem que ele foi o pai da pátria - alguém que vela pelos seus cidadãos, que lhe são iguais.

Na 3ª geração Médici, educada como príncipes, Lorenço viu-se obrigado a alterar de estratégia de governo perante os cofres quase vazios. Torna-se cada vez mais deslocado da dimensão popular que os tinham feito grandes, para uma esfera mais privada, negligenciado mecenato de arquitetura e escultura de grande escala. Ora mesmo com a percentagem de instrução de 1/3 da população, para os florentinos é mais fácil identificar a mensagem de um escultura do que uma dimensão teórica de difícil acesso.