Preâmbulo: Arte e Ciência (I)


Observador visual e criador visual. Ciência e Arte;


I


Observador visual e Criador visual

Ser observador visual não é ser um tipo especial de pessoa: é desempenhar um certo tipo de papel. Não é ser um tipo especial de pessoa porque à partida todas as pessoas podem ser observadores em potencial (há exceções a todas as regras).

Ser artista não é ser um tipo especial de pessoa: é desempenhar um certo tipo de papel. E enquanto criadores visuais tem-se uma série de requisitos e qualidades específicas no papel que se desempenha, mas continuaremos a ser o que já eramos antes: observadores visuais.

O que há de comum entre ser observador e ser criador visual é que ambos correspondem a papéis que desempenhamos.

Esse papel que desempenhamos é usar o sistema visual para nos relacionar com o mundo, com os outros e connosco próprios. Por isso é fundamental à própria natureza humana. E por isso é que somos obsessivos colecionadores de imagens (porque se envolvem nesse papel também).

Além disso é de carácter biológico, no sentido que é desempenhado com os defeitos e qualidades de um dado sistema visual; E de carácter cultural, no sentido que a utilização do papel mudou desde que vivíamos nas cavernas até hoje quando vamos ao cinema.



cIÊNCIA E ARTE

    O diálogo entre ciência e arte é possível porque têm um domínio de investigação comum: a perceção visual. Mas tornou-se complicada porque ambos têm tipos de linguagens diferentes – uma é científica e a outra é artística.

Leonardo representa a união utópica entre ciência e arte, pois para ele o método artístico tinha componentes e finalidades científicas. Neste sentido criou o que viria ser hoje o desenho científico.




CULTURA VISUAL MODERNA





Continuação:

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