Preâmbulo: Arte e Ciência (III)


Crença nas representações; Ilusão e alucinação;



III


CRENÇA NAS REPRESENTAÇÕES

  Nós temos com a imagem uma relação de crença ao ponto de completarmos o que ela começa, atribuirmos um valor e significado que ela não tem. A razão disto é porque nós gostamos e confiamos em imagens (umas mais que outras). As consequências dessa atitude são as seguintes:

• De tanto ver uma imagem acabamos por acreditar que vemos a própria coisaPor exemplo: Quando olhamos para esta fotografia acreditamos que se trata da Terra e que esta é esferoide. No entanto estamos apenas a ver a sua forma visual, a sua representação a 2D, um círculo e não uma esferoide. Só quem viajou ao espaço e teve uma perceção efetiva da Terra é que teve acesso à sua forma visível, à sua realidade. Os restantes indivíduos apenas podem acreditar ou não neste testemunho fotográfico. Essa representação mostra-nos uma forma visual que corresponde a uma forma visível, que nos é dada indiretamente.

Portanto a forma visível é a coisa efetiva e a forma visual é a coisa representada. Esse testemunho fotográfico pode ser ficção, como muitos grupos ainda afirmam, mas de facto temos com ele uma crença de que vemos nele a própria coisa, sobretudo se for algo absolutamente invisível para nós.

• Outra consequência foi a multiplicação ilimitada de imagens na cultura visual. Isto porque como estamos constantemente a interpretá-las e a compará-las. E assim a partir de uma imagem nós criamos outras imagens e novos pensamentos.








ILUSÃO E Alucinação






Continuação:

Parte 1.1 Luz: natureza, propriedades e comportamentos.